quinta-feira, 16 de julho de 2015

Exagero X Falta de noção

Ontem vi uma notícia na "capa" do Yahoo que me fez subir o sangue. Claro que quando se trata de notícias desse tipo em sites como esse, eu fico com os dois pés atrás, maaaas... 

A manchete diz que "Marisa Orth surta e chama fã de louca", mas gente peraí! Quem tá errado nessa história? A Marisa que "surtou" ou a retardada que queria entregar cartinha e ainda subiu no palco NO MEIO do espetáculo?  

A Marisa foi rude? Sim, com certeza e com razão! Talvez não precisasse "tanto", mas o que essa retardada esperava conseguir interrompendo um espetáculo?

 Aí comecei a pensar... Já compartilhei por aqui, até mais de uma vez, minha opinião sobre a TV e toda a comodidade gerada por ela. A televisão não é a única culpada mas, na minha opinião, tem grande parcela de culpa na alienação da sociedade. As pessoas estão perdendo a noção!

Eu não estava lá, nem sei se é verdade, mas vamos levar em consideração que aconteceu exatamente como diz o site. Sendo assim, uma criatura sem noção de ridículo queria entregar uma carta pra uma artista da qual é fã... Até aí ok, mas durante uma apresentação teatral? No meio do espetáculo? Cara, não dava pra esperar até o final? E pra piorar, encarou a "bronca" da atriz em cena como brincadeirinha e ainda subiu no palco!!! DIONÍSIO DO CÉU, ME ACUDA! Tem probleminha, filha?... E aí, a Marisa chamou a tapada de louca (com muita razão!) e ela é quem é crucificada? Alô imprensa, tá cheirando cola? Vocês acham mesmo que uma atriz deve interromper sua atuação numa peça pra atender uma fã? Se sim, não sei quem é mais retardado nessa história, se é a menina que foi ao teatro pra fazer essa merda ou se vocês que estão noticiando o acontecido como se a errada fosse a Marisa chamando o segurança pra tirar uma maluca do palco. Por favor, né gente!?

Vamos acordar! Vamos ligar o modo "semancol" do cérebro e pensar um pouco antes de agir!

E Marisa, tô contigo!

Um comentário:

  1. Todo mundo se embanana e não descasca direito. São várias interpretações. Não posso julgar sem ter presenciado a situação, mas vamos ao destrinchamento destrinchável das destrinchâncias:
    1- A pessoa é uma sem-noção mesmo;
    2- Sempre tem que ter alguém no teatro, no evento, na técnica, sei lá, que pode interferir e impedir que uma pessoa suba ao palco sem consentimento da equipe, sem propósito e etc;
    3- Quem estava na plateia, das duas uma: ou quis ver onde isso ia dar (circo pegar fogo), ou pensou que se tratava de uma pegadinha (de repente fazia parte do espetáculo, né?);
    4- Falando em pegadinha, tem tanta situação, encenação e gravação de pegadinha mundo afora, que as pessoas ficam com receio de reagir e serem expostas ao ridículo de terem sido pegas em uma pegadinha! srsrs (bem aquela história da criança que vive fingindo que está doente, uma hora, quando realmente está, a mãe não acredita e a criança se dá mal, fów!)
    5- Vendo que não haveria solução para o caso, a atriz deveria ter chamado a pessoa de canto, pego o diacho da cartinha e despachado logo a sujeita. Ao final do espetáculo ela poderia ter pedido desculpas pela interrupção... Sei lá.
    6- Ou então, tudo isso não passou de marketing negativo para atrair a atenção do público para a peça, para a atriz, enfim. Afinal se você publica que a peça é boa, sucesso de público, casa lotada, texto legal, etc... HOJE EM DIA isso é tão vago, que não atrai a atenção ou vira "mais do mesmo". Se você não CHOCA, não CAUSA, não cria polêmica, ninguém se interessa. Por isso revistas de fofocas sempre venderão feito água. Ainda que sejam notícias plantadas, falsas, boatos, o ser humano comum se atrai, afinal ele quer provas de que um artista é como ele: um ser imperfeito que também se ferra na vida.
    Fów!
    5-

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