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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Vídeo #3

Lá vou eu falar de novo do meu site... Na verdade, quero falar sobre a inigualável oportunidade de conversar com profissionais de todas as áreas relacionadas ao teatro. Esses bate papos que resultam nos vídeos para o site, têm sido verdadeiras aulas para mim. 

Recentemente, tive a honra e prazer de conversar sobre Teatro de Animação com Henrique Sitchin, um dos criadores da Cia. Truks, referência nacional no assunto. Confesso que se tratava de um assunto que conhecia muito superficialmente e foi maravilhoso poder me aprofundar um pouco mais ouvindo alguém que entende e que, nitidamente, ama o que faz. 

Trabalhar com crianças e para crianças sempre foi algo que me despertou paixão e encantamento. O público infantil é o mais sincero, o que mais se permite embarcar nas brincadeiras e sua inteligência simples, nos ajuda a ver um mundo além do que podemos enxergar. Em paralelo a isso, temos o Teatro de Animação! A incrível possibilidade de dar vida à um objeto, à um boneco inanimado... É lindo vê-lo ganhando vida, expressão e transmitir emoções pelas mãos de um artista habilidoso! É mágico!

Eu costumo dizer que viro criança quando estou com crianças. E, sempre que posso, gosto de alimentar meu lado infantil e me permitir enxergar o mundo pelos olhos de uma criança... É tudo mais simples, direto e bonito! E conversando com o Henrique, tive a chance de alimentar minha criança interior um pouco mais... Enquanto conversávamos, ele mostrava técnicas e formas de manipulação COM AS MÃOS NUAS, sem boneco nenhum, sem absolutamente nada... Somente com o movimento das mãos! E mesmo assim, eu podia ver vida ali! Foi impressionante ouví-lo contar um pouco de suas experiências e conseguir visualizar tudo o que dizia! 

Essa série de vídeos, assim como todo o conteúdo do site, têm o intuito de divulgar a arte, esclarecer dúvidas, mostrar e exemplificar tudo o que é possível para facilitar o acesso à informação sobre teatro e, despretensiosamente, instruir. E eu, como idealizadora, espero e conto com isso! E pelo que tenho visto, o site tem cumprido bem esse papel, sua missão tem sido bem sucedida! 

Agradeço pela sorte de conversar com pessoas tão simpáticas e maravilhosas, com profissionais de qualidade e dedicação incontestáveis!

E aqui vai o resultado final de mais uma conversa enriquecedora com toda a simpatia de Henrique Sitchin:



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Notícia boa vem quando a gente não espera

Desde o finalzinho do ano passado eu estou ciente que 2015 seria um ano de muitas promessas, planos, metas, objetivos, muitos planos e projetos facilmente executáveis. Mas quando eu acho que já sei de tudo o que pode rolar, me aparece uma novidade!

Na segunda-feira dessa semana recebi uma ligação de uma pessoa muito querida e um convite para comandar uma oficina de teatro. E eu prontamente aceitei a missão! Faz bastante tempo que não tenho oportunidade de exercitar esse meu lado e eu adoro dar aula de teatro... Aula prática e teórica! E como em São Paulo distância é uma coisa muito relativa... "O teatro vai onde o povo está!"

Pois bem, na última quarta-feira já tive meu primeiro contato com os alunos. São duas turmas no mesmo dia, manhã e tarde. Uma criançadinha/pré adolescentes muito bacana! Boa parte deles são bastante interessados e foi tudo tranquilo. Claro, que há sempre aqueles mais exaltados e que exigem uma voz mais autoritária, mas não é nenhuma situação que eu não tenha conseguido contornar. E deu pra perceber bem que eles curtiram a primeira aula!

A meta é trabalhar com eles por 5 ou 6 meses e realizar uma montagem no final. (Ah, eu vou adorar isso! haha). Alguns deles já tiveram contato com teatro, já tem alguma noção e outros não. E a possibilidade de trabalhar teoria em conjunto com a prática deverá deixar tudo mais interessante. 

Eu certamente devo fazer postagens periódicas por aqui pra falar da evolução das aulas. Mas estou bastante animada e fiquei muito satisfeita com o primeiro dia. Acredito que vai dar muito pano pra manga, vai ser bem legal pra mim e pra eles. 

Me desejem sorte... Ou melhor, me desejem MERDA! E vamos que vamos, pois esse é só um dos muitos projetos que tenho engatilhado para esse ano. 2015 será um dos anos mais importantes da minha carreira, tô sentindo isso!

sábado, 16 de novembro de 2013

Entrando no compasso cômico

Alguns dizem que “é mais fácil fazer chorar do que fazer rir”. Não sei até que ponto eu concordo ou discordo disso! Na verdade, acredito que o que difere o drama da comédia seja a técnica aplicada! E se a técnica de um é mais simples que a da outra é só uma questão de ponto de vista. Se no drama podemos usar a memória emotiva em nosso favor, na comédia não podemos nos valer dela.

Fazer comédia é complexo... Mas o drama também é! Não devemos nos esquecer que tragédia rima com comédia e que isso significa que se nos excedermos em qualquer um dos dois, pode acabar se tornando o outro. Como? Assim... Uma comédia forçada pode ser desastrosa tornando-se, portanto, trágica. Já um drama exagerado pode acabar se transformando num dramalhão mexicano e “assim nasce a tragicomédia”. Dá pra entender o quanto os dois podem se misturar e se unir mesmo sendo, aparentemente, tão diferentes?

Penso o seguinte: pra fazer teatro, o ator precisa se entregar ao personagem e dar o melhor de si! Porém, pra que se faça um drama, o ator pode recorrer a inúmeras técnicas e mesmo que ele não faça a plateia se debulhar em lágrimas, ele pode conquistar sua meta e atingir o público. Já numa comédia, a grande sacada é o “tempo”. Se as falas não forem dadas no “tempo certo”, elas não surtem tanto efeito... Se um movimento não é feito no “tempo precisamente exato”, ele perde a graça! O drama também tem o seu “tempo” que se não for bem pensado e feito, cria lacunas no espetáculo. São “tempos” diferentes! Cada um no seu compasso!

Mesmo tendo contato anterior com a comédia, eu fui aprender e sentir um pouco mais como isso funciona na montagem da cena “A Família Gildézia”.


Por mais que amemos todos os personagens que já fizemos, nós atores, sempre temos os nossos xodós. A Gildézia é um dos meus por dois motivos: porque foi meu primeiro personagem cômico e porque é um personagem simplesmente sensacional! Foi quando comecei, verdadeiramente, a entender e fazer comédia.

Abaixo vai o vídeo com a cena completa pra quem quiser conhecer essa nordestina desbocada, ingenuamente esperta, mão coruja e louca que é a Gildézia. Espero que gostem, pois eu amei dar vida a essa parideira arretada! =D

quinta-feira, 8 de março de 2012

"Textando"

Sempre ouvi muita gente falando sobre a dificuldade pra decorar um texto. Acho até que algumas pessoas confundem a decoreba usada na escola quando vamos fazer uma prova com decorar um texto a ser interpretado. É diferente! Claro que algumas técnicas utilizadas são as mesmas ou bem parecidas, mas é diferente! Um detalhe a ser levado em consideração é que na hora de decorar um texto algumas pessoas decoram somente a sua parte, as suas falas e acabam por saber ´só uma parte da história a ser contada em cena. É indispensável que o ator saiba todo o texto e não apenas as suas partes. Sabendo todo o texto fica mais fácil improvisar no caso de um branco e ajudar um colega meio perdido em cena também. É preciso conhecer bem todo o contexto da história.

Continuando na ordem cronológica dos acontecimentos... Minha estréia com texto (vamos dizer assim) foi no espetáculo "As Traíras" o qual mencionei no post anterior que comecei na figuração. Mas a estréia, digamos, pra valer mesmo, foi na cena "... Eternamente..." (cena de 15 minutos que eu levava 2 horas pra me apronta e morria no final, mas isso eu conto melhor em outro post).

Nunca tive dificuldade pra decorar texto. E nessa época, me dedicava com afinco à tarefa! Com o tempo fui me sentindo mais segura e hoje, até pela urgência exigida no Teatro Empresarial (também falarei melhor disso depois), tenho ainda mais facilidade pra decorar. Essa semana mesmo, eu tinha um texto de 7 páginas pra decorar pra noite de segunda. Peguei no texto só no dia, li umas 5 vezes no máximo e no ensaio da noite, estava com ele decorado. Claro que engasgava numa coisa outra, mas estava decorado. Até mesmo porque, por mais decorado que esteja um texto, quando chega a hora de ensaiar sem ele pra ler... Tudo complica! Dá branco e você diz pra você mesmo: "Puxa, mas tava decorado!" É assim mesmo!

Existem algumas técnicas pra decorar texto. Pra mim só funciona duas delas: a primeira é ler, ler, ler, reler, reler e reler o texto todo. E a segunda é escrever o texto. Vez ou outra, depois de ter lido e relido diversas vezes, eu leio o texto tapando as minhas falas com alguma coisa. Aí eu leio o texto, digo a minha fala e depois confiro. Mas isso é só uma forma de eu me certificar que estou com o texto realmente decorado.

A verdade é que não há segredo algum. A forma mais eficaz de se decorar um texto e se concentrar e ler vááááááááárias vezes até já estar tão gravado na mente que a leitura começa a entediar de tanto que você já conhece a história em seus mínimos detalhes. 

A leitura é muito importante e pra um ator é ainda mais! Infelizmente, a correria do dia a dia nos impossibilita de exercitar mais a leitura como deveríamos. Mas é sempre uma boa pedida substituir algumas horas na frente do computador pelas páginas de um livro ou de um texto a ser decorado e/ou encenado. 
E então, vamos ler mais?



PS: Feliz Dia Internacional da Mulher para todas! E até a próxima postagem...