Mostrando postagens com marcador palco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palco. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de março de 2015

Química cênica

Quando você se dá bem com alguém tudo fica muito mais fácil, some isso à uma química em cena e terá um espetáculo incrível!

Tenho alguns colegas com quem me dou muito bem em cena e fora. Nem vou citar todos pra não correr o risco de cometer a injustiça de esquecer o nome de alguém, mas essa semana aconteceram duas coisas que provam o quanto uma boa química cênica é importante e o quanto isso ajuda.

No começo dessa semana tive o prazer de ensaiar pra preparar uma nova peça com uma colega de trabalho muito bacana e que esteve afastada dos palcos e do país... Já nos dávamos bem e ensaiando observamos o que já desconfiávamos, temos uma química cênica incrível! Prova disso foi a facilidade em que deixamos o espetáculo pronto. Obrigada pela confiança e pela parceria, Elaine Oliveira. Que venham mais oportunidades como essa!

Ontem estive em cena com um grande colega de trabalho também. Não ensaiamos, nem sequer combinamos absolutamente nada, apenas sabíamos o que deveria ser feito e só! Estávamos com uma energia sem igual, parecíamos duas crianças atentadas. Brincamos, nos divertimos e o mais importante: divertimos nosso público infantil e adulto simultânea e naturalmente! Foi impressionante, delicioso, revigorante, divertido, WATCHATCHÁ (Entendedores entenderão)!!! Obrigada, Tiago Prates! Seu caminho será belo, pode confiar! E no que eu puder se útil, pode contar... No mais, estarei sempre na torcida!

Estou feliz por tudo isso! E só por isso senti vontade de fazer essa postagem hoje. Esse ano promete ser muito positivo no meu campo profissional, mas eu não esperava tantas gratas surpresas! Estou muito feliz e sou muito grata por tudo! Tenho amigos incríveis, colegas de trabalho de quem sou verdadeira fã! Obrigada por fazerem parte da minha vida e da minha estrada. 

MERDA PRA TODOS NÓS!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Medo

Que ator nunca teve medo de esquecer o texto? Que ator nunca sentiu frio na barriga na hora de entrar em cena? Que ator nunca quis desistir de tudo bem na hora do espetáculo começar?

Na hora de entrar em cena acontece sempre a mesma coisa comigo: o coração acelera, a respiração fica descompassada, as mãos tremem e o corpo parece tão anestesiado que eu sinto como se fosse desmaiar, mas todos esses sintomas desaparecem como mágica logo que piso no palco. É tudo muito rápido, mas essas sensações já fazem parte dessa deliciosa loucura de ser atriz.

Quantas vezes, nós atores, sentimos como se estivéssemos uma bela de uma porcaria em cena. Saímos nos achando o pior ator do mundo, um canastrão, falso, imbecil, mas recebemos do público uma resposta tão positiva que nos deixa confusos, ouvimos deles elogios e relatos emocionados sobre os momentos dramáticos da peça ou confissões de quase urinar na poltrona do teatro de tanto rir das cenas cômicas. Assim ficamos sem entender nada!

Com isso acabamos aprendendo que é muito importante ter autocrítica e saber quando poderíamos ter sido melhores, que a opinião e reações do público são os melhores termômetros e que é bom ter um pouco de medo! Com medo de errar o texto ficamos mais atentos pra não errar, só não pode bitolar e se desesperar senão aí é que dá branco mesmo!

Um ator confiante demais, normalmente, não faz um bom trabalho. Um ator que se acha pronto, que não tem mais nada pra aprender ou melhorar será sempre o mesmo e com o tempo poderá tornar-se medíocre. Algumas pessoas acham que é fácil ser ator, que não é preciso estudar... Não fazem ideia do quanto estão erradas. Qualquer profissional de qualquer área precisa estudar sempre, correr atrás, se atualizar, se aperfeiçoar e com o ator não é diferente! Ninguém nunca está pronto, ninguém nunca sabe tudo. Precisamos aprender sempre, caso contrário pra que estamos aqui?

Enfim, esses medos fazem parte! E quando um ator deixa de sentir esse frio na barriga, essa tensão é porque o casamento com o teatro não anda bem. Esse medinho de estar em cima de um palco e diante de uma plateia faz parte, tem que fazer parte! É essa adrenalina toda liberada por esses medos que vicia a gente! Eles nos instigam e nos fazem seguir em frente, que o Dionísio permita, sempre com esses medinhos bons de sentir!

Evoé!