quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Divindade do Teatro

Não existem provas sobre a origem do teatro, mas a teoria com que mais se concorda diz que a origem do teatro ocidental é Grega e teve seu início nas festas em honra ao Deus Dionísio (ou Baco na mitologia Romana), que é o Deus dos ciclos vitais, da alegria e do vinho.

Eu, modestamente, não apenas concordo e aceito essa teoria como também acredito que essa seja a melhor forma de explicar a natureza divina do fazer teatral, que é análogo ao de um sacerdócio, em que o palco é um lugar elevado para oferecer sacrifícios aos deuses ou heróis, ou seja, um altar, e os atores são os sacerdotes dos deuses. A prática do palco exige dedicação absoluta, sacrifício e paixão. Prazer no sacrifício, isto é, vocação!

O teatro é um ritual religioso em que os deuses (atores) descem à terra para comemorar, festejar, confraternizar, provocar, mudar, emocionar e depois se vão. Sim! O ator é como um Deus nos palcos, onde ele pode fazer tudo e ser tudo, tendo o poder de realizar coisas inimagináveis, de dar vida a diferentes seres e de viver várias vidas em uma só.

O fato é que o teatro tem a idade dos deuses e todos os dias, no momento em que um ator pisa num palco, ele estará celebrando com paixão e respeito seus deuses protetores.

O teatro é essencialmente aquele momento entre o ator e o espectador. No momento em que o espetáculo é encenado ele está ali, é real, você pode senti-lo. Quando a peça acaba, o teatro some. Aquela arte, aquela história, as imagens, as personagens, desaparecem. No dia seguinte, o teatro surge novamente e extingue-se da mesma forma. É momentâneo, fugaz! O resto é só preparação para isso. O teatro mesmo é uma arte efêmera, pois aparece só ali, nesse encontro entre artistas e espectadores, com a benção do deus Dionísio.

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