quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dores do ofício

Quem diz que fazer teatro não é perigoso nunca fez teatro. Sou estabanada por natureza, mas quando acontece em cena a coisa muda.

Conheço histórias de colegas de profissão que sofreram um corte na perna por uma tábua fraca que se partiu, um que furou o pé num prego, outro que trincou um osso ao descer do palco, escorregar e cair de bunda então está no topo da lista de acidentes e por aí vai.... Eu já abri o pulso ensaiando, mas o meu karma é machucar os joelhos! Meus joelhos sentem uma atração inexplicácel pelo tablado e mesmo quando eu não fico de joelhos em cena, eles dão um jeitinho de se jogar. 

Se não me engano, tive marcações de cena que ficava de joehos em pelo menos cinco trabalhos que fiz desde o começo da minha carreira. E, pelo que posso me lembrar agora, cai em cena machucando os joelhos em mais uns três. Agora estou ensaiando um espetáculo com estréia marcada pro fim desse mês e adivinhem? Sim, olha eu machucando os joelhos mais uma vez! Antes que alguém pense, não estou reclamando! Mas ô karma! hahaha 

Acidentes acontecem, é normal! Mas que tal estar em cena vendo faíscas saindo de um refletor bem em cima da sua cabeça? Aí eu penso: eu já quase botei fogo na cortina do Teatro Brás Cubas (Teatro Municipal de Santos) e ainda bem que ficou no quase. Mas o que fazer se tudo der errado? É beeeem aquele tipo de coisa que já causou pesadelos em qualquer ator.

Estamos sujeitos à esse tipo de coisa em qualquer atividade. Mas só diz que "fazer teatro é seguro" ou algo assim que nunca caiu de cara no chão em cena durante uma apresentação como já aconteceu comigo.

Um comentário:

  1. Eu não tenho marcas de guerra assim! =( Já me machuquei em ensaio, serve? =P Mas vc é casca grossa, Lena, vc vai conseguir mais uma vez sair viva da apresentação!!! (veja bem: eu disse VIVA, não ilesa hehehe) Bjo

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