sexta-feira, 16 de março de 2012

Teoria Vs. Prática

Quando digo que sou atriz e que faço teatro desde 2001, algumas pessoas me perguntam coisas do tipo "Você é formada?"... "Fez curso onde?"... Aí, entre outras coisas, vem a mente a seguinte frase: "Não somos nós que escolhemos a arte. É a arte quem nos escolhe!"

Não, não sou formada! Pretendo um dia me especializar sim, mas até o momento minha maior base teórica é minha própria curiosidade e pra não dizer que não tem mais nada, fiz um curso de História do Teatro há alguns anos. Sempre fui autodidata, se quero saber mais sobre algo pesquiso, corro atrás e me informo. Com o teatro, minha maior paixão, não poderia ser diferente. Inclusive, minhas pesquisas constantes sobre o assunto renderam um rico conteúdo no meu site Desvendando Teatro, que hoje ajuda muitas outras pessoas que desejam saber mais sobre teatro.

Mas de que adianta as teorias, saber que o primeiro ator foi Téspis, que  Augusto Boal foi fundador do Teatro do Oprimido ou que o Teatro do Absurdo foi criado na segunda metade do século XX se na prática, no palco, não pensamos em nada disso? Um ator pode ser impecavelmente maravilhoso em cena sem saber que o nome do pano preto que fica no fundo do palco é rotunda.

Claro que é interessantíssimo conhecer a teoria, saber cada detalhe do que está fazendo. A teoria é importante sim, mas não é tudo! Na hora do vamos ver, de encarar a platéia e transmitir verossimilhança não há Stanislávski que te ajude. Tá contigo e pouco vai importar se você conhece e/ou utiliza (consciente ou incoscientemente) o método de interpretação mais lembrado do mundo.

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